“A Garotinha, o Ancião e a Biblioteca”, por Kurosaki Nunes

carcarcarlírioSaudações, visitante do blog da Cooperação Criativa, o NUPO. É chegado o momento de mais uma obra ser aqui publicada, com todo o requinte saudável que se preza e que se espera. Pode ter certeza de uma coisa, nobre visitante: qualidade e simplicidade são palavras que caminharão juntas durante a leitura deste conto feito pelo nobre Kurosaki Nunes, o responsável por trazer os “Contos Dimensionais” para este espaço na internet.

O que você pode esperar não é nada menos do que uma leitura muito saudável, em uma história repleta de sentimentos e situações apaixonantes, nas quais os seus personagens se encarregarão de guiá-lo pela mais tenra aventura…

Tenha uma ideia do que lhe espera, à partir da sinopse abaixo:

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“A Garotinha, o Ancião e a Biblioteca”, por Kurosaki Nunes

Aquela garotinha de seus sete anos de idade, roupas sujas (calça jeans com um rasgado no joelho direito e um casaco cinza) e algumas cicatrizes no rosto, nem imaginava como tinha ido parar dentro daquele estranho lugar. Ela só recordava de estar caminhando pela calçada de uma rua pouco movimentada procurando abrigo, até ouvir um barulho. Teria desmaiado?Alguém a encontrou e a carregou para dentro daquele lugar? E se o fez, porque a largou no chão?

A jovem ergueu o olhar na direção do que parecia ser uma pequena luz. Decidida a descobrir como tinha ido parar ali, Tamires levantou-se e caminhou na direção dela, a passos curtos e amedrontados. Ao chegar perto, viu que a luz revelara-se um pequeno abajur em cima de uma modesta bancada em mogno (era a recepção do lugar). Atrás dela, um senhor muito idoso, de barba média e cabelos compridos e brancos como a neve. Usava um terno risca de giz no estilo anos 30 e ressonava em uma confortável poltrona marrom. Sem cerimônia, a garotinha se aproximou do ancião.

—Senhor?—chamou a garotinha. — Ei! Senhor!
—Hã?! —o ancião despertou assustado ao ouvir aquele chamado, e mais espantado com a pessoa que o chamara. — O que faz aqui jovenzinha e como você entrou? — perguntou.
—Eu não sei. — respondeu ela. — Eu estava caminhando pela rua e ouvi um barulho. Quando acordei estava caída nesse lugar. Não foi o senhor que me trouxe pra cá?
—Não, eu nunca saio daqui. — explicou ele. — E onde estão seus pais?
—Eu não tenho… — respondeu Tamires.

Houve um silêncio de cinco segundos e a garotinha perguntou:

— Ei, vovô, que lugar é esse? E o que o senhor faz aqui?
—zzzzzzzzzzzz….
—Vovô? Vovô!
—Hã?!
—O senhor dormiu de novo! — reclamou ela.
—Me desculpe…a idade já não ajuda mais. O que perguntaste, minha pequenina?
—Eu perguntei que lugar é esse e o que o senhor faz aqui.
—Aqui é uma biblioteca. — respondeu apontando para o que parecia ser o nada. Foi quando luzes em lustres bem antigos, localizados acima do ancião, se acenderam instantaneamente, e Tamires sentiu como se vendas tivessem sido tiradas de seus olhos, permitindo a ela contemplar os longos corredores formados pelas enormes estantes que ali existiam, e que abrigavam uma grande quantidade de livros.
— Nossa, quantos livros! — exclamou maravilhada.
—Sim, e eu sou o responsável por cuidar dessa biblioteca e zelar por todos eles. Emit, ao seu dispor. —se apresenta.
—Eu me chamo Tamires! — respondeu a criança.
—É um prazer conhecê-la, pequena Tamires! — aperta a mão da garotinha, que sorri.
—Vovô Emit, o senhor toma conta de tudo sozinho? — pergunta ela curiosa.
—Sim, eu sempre fui o único a trabalhar aqui.
—Puxa deve ser bem difícil… Há quanto tempo o senhor tem esse emprego?
—Desde que meus joelhos eram fortes, meus cabelos eram negros, minha barba era rala, e eu corria como o vento. Talvez eu não devesse ter corrido tanto… — reflete.
—Mas o senhor está muito bem para a sua idade, vovô Emit! — afirma a garotinha com um sorriso.
—Ho, ho, ho obrigado pelo gentil elogio! Suas palavras me animaram e tiraram-me o sono!E agora que estou bem disposto, gostaria de conhecer a biblioteca?
—Claro! — respondeu ela empolgada. O ancião levantou-se com o apoio de uma bengala prateada que estava encostada do lado esquerdo da poltrona, e guiou a garotinha pelo corredor que estava logo a sua frente.

A principio, Tamires saiu correndo na frente, na intenção de chegar até o fim da biblioteca. Era divertido ver que os lustres iam acendendo conforme ela avançava pelo corredor. A pequena correu por algum tempo, mas parou subitamente.

—O que foi minha querida? — perguntou o ancião.
—É que eu queria chegar ao fim do corredor, mas é estranho…ele parece estar tão longe…
—Na verdade você não está indo em direção ao fim. E sim em direção ao início. —explicou Emit.
—Ao início?
—Sim. Há muito tempo atrás, essa biblioteca não era nem um terço do que é agora. Eu me lembro do dia em que comecei a trabalhar aqui como se fosse ontem. Essa biblioteca não passava de um pequeno cômodo com uma estante pequena e uns poucos livros.

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É isto que lhe aguarda neste conto feito pelo Kurosaki Nunes, visitante. Se tiveres gostado da premissa, basta seguir com as instruções abaixo para download do arquivo ou para a sua pronta leitura em pdf.

“A Garotinha, o Ancião e a Biblioteca”, por Kurosaki Nunes (*pdf / 146KB)
Clique aqui para a leitura online / Clique aqui para download do conto

Que a leitura seja de seu agrado, visitante.

Até a próxima!

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